Zen
Zen
Zen... Zen... Zennnnn! ZEM ZEM ZEM paciência! ZEM NENHUMA paciência!
A gente escuta um pedido daqui, uma reclamação dali, mais uma reclamação de lá, mais uma queixa de acolá, mais uma cobrança de tooodos os lados do ser humano e pior! de coisas que não se pode (simplesmente não se pode) resolver, fazer, mudar, arrumar...
Como controlar a vida alheia, as emoções alheias, os problemas alheios? Não dá!
Sabe quando te olham com aquela cara de quem espera uma resposta secreta acerca dos mistérios do universo? Logo pra mim? Caramba eu preciso de calculadora pra fazer troco com nota de 50 gente!
E aquele receptáculo zen que você estava mantendo equilibrado e seguro começa a adquirir uma pressão estratosférica!
'Na busca da vida dentro da vida está o impulso mais forte de todo TDA. Pra eles, tudo é MUITO. Muita dor, muita alegria, muito prazer, muita fé, muito desespero.' - (Mentes Inquietas) Quando não cabemos mais em nós mesmos, parte de nós tem de vir pra fora. Assim nasceu o blog. Bem vindo a todos que, em algum momento - ou em muitos - não couberam mais dentro de si mesmos. "Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis. Eu consisto, eu consisto, amém." Clarice Lispector.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
na valsa...
Tudo de uma vez, tudo rápido, tudo junto.
Calma... calma... cada coisa em seu minuto e algumas na sua hora.
Uma longa lista de desastres foi cunhada no "ai meu Deus". Calma.
O que há de se fazer? Estar no controle. Já diria o grande Lenine:
"Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara"
Calma... calma... cada coisa em seu minuto e algumas na sua hora.
Uma longa lista de desastres foi cunhada no "ai meu Deus". Calma.
O que há de se fazer? Estar no controle. Já diria o grande Lenine:
"Enquanto o tempoAcelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara"
É isso. Eu me recuso. Eu me recuso. Eu me recuso!!!
Tudo bem que não é fácil. Quando tudo parece caminhar e não pular, coisinhas sempre aparecem e se entrelaçam e infiltram e atrapalham tudo.
Mas se 'loucura pode fingir que isso tudo é normal', eu também posso 'fingir ter paciência'.
É isso galera. Vamo lá. Ao clima de Danúbio Azul... 1, 2, 3 e...
TCHARÃ RÃ RÃ RÃ TAN TAN... TAN TAN...
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
TDAH num mundo de sonhos.
Não quero devanear.
Não quero sonhar.
Sonhos são impulsionadores.
Não. Sonhos são paralisadores.
Sonhos são grades, apartadores de realidade.
Não quero devanear.
Não quero sonhar.
Não quero parar, nem congelar, nem estagnar.
Eu quero viver! Meu Deus eu quero viver.
Quero que a engrenagem gire.
Quero começar e quero terminar.
Quero sentir vontade e colocar em ação.
Quero esquecer o que "por hora não dá" e quero lembrar quando der.
Quero fazer o que der. Quero agir o que der. Quero executar o que der.
Não quero planejar, concretizar e curtir em sonho.
Tudo começa com um sonho.
Não. Tudo se perde com um sonho.
Sonhar, pra mim, é perigoso.
É nele que tudo começa a morrer, sonhos e mais sonhos todos se engolem.
Sonhar é bom, não digo que não.
Mas não quero mais sonhar.
Eu quero viver. Meu Deus eu quero viver.
O problema é que sonhos são grades, e estou do lado de dentro.
Como sair? Como fugir?
Sonhos são como laços, como cordas, como cheiro entorpecente, como isca viva.
Mal percebi e tchan! Pega de novo.
Estou no meio de uma ação, e olho pro lado.
E tudo se vai, tudo se perde, não sei mais o que estava fazendo, nem por que, nem como.
Não quero mais sonhar.
Não quero mais devanear.
Eu quero viver. Meu Deus eu quero viver.
Quero descer. Quero descer das alturas.
Quero caminhar na terra firme.
Se os sonhos forem minha pedra no meio do caminho, então quero tropeçar e seguir.
Nem que seja rolando.
Não quero sonhar.
Sonhos são impulsionadores.
Não. Sonhos são paralisadores.
Sonhos são grades, apartadores de realidade.
Não quero devanear.
Não quero sonhar.
Não quero parar, nem congelar, nem estagnar.
Eu quero viver! Meu Deus eu quero viver.
Quero que a engrenagem gire.
Quero começar e quero terminar.
Quero sentir vontade e colocar em ação.
Quero esquecer o que "por hora não dá" e quero lembrar quando der.
Quero fazer o que der. Quero agir o que der. Quero executar o que der.
Não quero planejar, concretizar e curtir em sonho.
Tudo começa com um sonho.
Não. Tudo se perde com um sonho.
Sonhar, pra mim, é perigoso.
É nele que tudo começa a morrer, sonhos e mais sonhos todos se engolem.
Sonhar é bom, não digo que não.
Mas não quero mais sonhar.
Eu quero viver. Meu Deus eu quero viver.
O problema é que sonhos são grades, e estou do lado de dentro.
Como sair? Como fugir?
Sonhos são como laços, como cordas, como cheiro entorpecente, como isca viva.
Mal percebi e tchan! Pega de novo.
Estou no meio de uma ação, e olho pro lado.
E tudo se vai, tudo se perde, não sei mais o que estava fazendo, nem por que, nem como.
Não quero mais sonhar.
Não quero mais devanear.
Eu quero viver. Meu Deus eu quero viver.
Quero descer. Quero descer das alturas.
Quero caminhar na terra firme.
Se os sonhos forem minha pedra no meio do caminho, então quero tropeçar e seguir.
Nem que seja rolando.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Organizando-se para se organizar.
Faz uns dois anos mais ou menos que o GTD, ou “Getting
Things Done” chegou às minhas mãos, ou à minha caixa de entrada de e-mails. Meu
namorado (hoje ex) me ligou empolgadíssimo com a nova descoberta feita em uma
palestra em sua empresa. Era algo pros neurônios anelarem, já que sempre foi
amante inveterado da tecnologia como ferramenta para aprimorar a organização,
eficiência e dar conta de seu refinado perfeccionismo.
E olha como as coisas vem a calhar: uma namorada recém-descoberta
desorganizada crônica, perdida completa, no tempo, no espaço, na vida. Acho que quando
ele ouviu falar em algo pra ajudar a organizar a vida com o mínimo de esforço,
deve ter se sentido como um cavaleiro num mangalarga, trazendo o antídoto pras
desgraças da amada (seria o fim de muitos problemas e teria a
enoooorme gratidão da beneficiada – no caso, eu). Lendo suas palavras, achei
que valia à pena conferir: “Eu por ser organizado, fico estressado com esse
assunto, com organizar e etc... Mas esse método faz exatamente com q as
coisas fiquem sob controle, porém sem estresse! "
Quando abri o e-mail e vi a explicação ENORME do processo:
setas e linhas e traços e quadrados pontilhados e não pontilhados... minha cara
foi essa aí do lado:
M e u D e u s...
Por que essas explicações sobre minimalismos e simplificação
de vida ajudam taaantas pessoas a ter uma vida livre leve e solta... e pra
mim.. que tanto precisaria minimamente de um guia mínimo de organização... não
consigo nem sequer ler, LER a explicação?! Começo a me embananar toda com os
nomes e categorias de cada tipo de tarefa que nem lembro mais quais eram as ditas. E aquilo vai me dando uma raiva porque penso que, se aquilo era pra
ajudar a organizar, por que raios me ajuda a desorganizar a linha de raciocínio?
Devo mesmo ser muito tapada, pois quanto mais tentava me concentrar na explicação
do método, mais desespero me dava, e mais irritada eu ficava, e mais desapontado
e indignado meu ex se mostrava (coitadinho).
Ok... eu sei que este pequeno fluxograma (eu ODEIO essa
palavra) é algo que, com um pouquinho de paciência pode ser muito prático e
útil. Mas a começar pela primeira pergunta à informação que chega:
“Requer uma
ação?” (Bem... talvez sim, talvez não... ehrrr). Se sim, “Exige mais que uma ação”
(Ehrr, deixa ver...). Se não, “Vale à pena guardar?” (Se vale? Acho que não...
mas talvez sim, será que jogo fora? Ou será que espero pra ver?). Se exige mais
de uma ação, aquilo vai pra "Projetos" e então tenho de "planejar ações necessárias",
como uma "lista de ações a tomar"... “Leva mais de 2 minutos pra executar?" (Sei lá!).
Se não, "sou a pessoa certa pra isso" ou devo "delegar"? (Mas pra quem?!?!?!)...
Ok... só até aqui eu já teria gasto umas três horas (entre
pausas e postergações sofridas) só pra decidir sobre 1, uma, I tarefa! E
obviamente eu teria vontade de refazer minhas decisões dentro de algumas horas
ou dias, ou aquilo tudo ia perder completamente o sentido e acabaria num latão
de lixo.
Queria conseguir usar algo feito pra determinado fim, para
determinado fim (e com sucesso). Mas... acabei imprimindo o fluxograma e usando
o verso como rascunho. ¬¬
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
TDAH é chamariz de calote.
Temos cara de quem procura ser feito de trouxa?
Às vezes acho que sim. Essa... ojeriza de burocracia, de
resolver pequenos e simples problemas quando surgem, essa postergação e asco de
ao menos parar um minuto pra analisar o que fazer com algo que nos incomoda, que
nos dá prejuízo, que nos rouba... nos torna mui desejáveis aos calotes. Rs
Quando vamos provar que nos devem... espere... cadê a nota
fiscal? Cadê os papéis com os registros de pagamentos pendentes? Cadê a certeza
acreditável de que já foi pago? (Mas foi? Não! Pera aí! Não foi não! Tenho certeza
que não foi pago!)
-“Ah! Mas você sempre esquece tudo! É mais provável que você
tenha esquecido que recebeu do que eu ter esquecido que não paguei...”
E agora? Diante da clássica verdade (dos esquecimentos e não
dos pagamentos)... é enfiar o rabo entre as pernas e amargar mais uma vez o
fato de não ter registro de nada, não ter se preocupado com nada e agora... só
o buraco pra cobrir como de costume. Bem feito!
E quando deixamos de deixar muito claro e especificado os “termos
de um contrato”? Achamos que nada vai dar errado, que não tem porque ratificar
ainda mais a maldita burocracia que tanto nos irrita, que a pessoa com quem
lidamos tem “senso”. Pois é... ela não tem. Esquecemos de explicar, esquecemos
de perguntar, esquecemos de nos certificar e BAM! Cadê a pessoa? Ou cadê o
pagamento? Ou cadê ao menos uma explicação? Uma satisfação? Um alô? Hahahahhahaha
Tomaaaaaaaa!!!!
Investidores deveriam procurar mercados de TDAHs... iriam
ganhar rioooos de dinheiro! Imaginem! Uma colmeia de trouxas dando até a roupa
do corpo pra compensar a perda de papéis, contratos, notas, registros, por postergar e evitar pequenos aborrecimentos, confrontos, cobranças...
Recebemos um abacaxi e ainda pagamos o pato.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Enxurrada de imagens.
Clareza.
Desenvolvi já faz algum tempo um conceito e carinho
especiais por essa palavra. Clareza... Clareza...
Solidez também. Solidez de pensamento, solidez de espírito...
Solidez.
Ter clareza e solidez é mais do que organizar pensamentos. Mais
do que conter ansiedades.
Ter clareza e solidez é tentar impedir que o milho estoure
com o calor do fogo. Cada milho que estoura é uma imagem que pipoca na mente. São
milhares, pipocando o tempo todo. Imagens. Imagens. Imagens com significados,
sensações, sentimentos.
Como estar em paz? Paz é tão bom, tão bom sentir paz. Como estar
em paz com o momento presente, com a lembrança passada, com o plano futuro se
as imagens... Ah! as imagens... elas não sabem presente, passado, futuro. Não
sabem ordem nem progresso. Nem hora nem lugar, nem bom nem mau. Elas só sabem
existir.
Como fechar os olhos e escolher uma imagem apenas? Uma voz
apenas? Uma pergunta? Uma resposta...? Como?
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Todo deprimido precisa de um incentivo de manhã.
Acordar tarde e deprimido é assim. Sonha sonha sonha que de
manhã não chegou. Abre o olho e vê que o mundo cobra seu estar bem, disposto,
de pé, feliz, ativo, executivo, pró-ativo. Fecha olho, levanta, pega remédio, pensa em tomar tudo, pega o um
e meio comprimido e bebe enquanto faz um copo de requeijão de café e bebe. Embarga
um pouco, lamenta solidão, o efeito do café começa a aparecer. (Sim, do café!)
Livra-se do pijama. Brincos e creme no rosto, rímel e batom.
A música migra de alguma sad-melancolic-romantic pra uma Britney-em-sua-fase-vaca.
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