sábado, 25 de julho de 2015

Musica, cheiro e lugar

Traz de volta. Traz ela de volta. Pescador d Ilusões, Vapor Barato, Milton Nascimento, traz ela de volta. Barroco e rococo tragam ela pra mim. Sinto saudades às vezes, quase uma necessidade de reencontra-la, de saber que ainda existe e que vai bem, obrigado, em algum lugar perdido nesse mundo de meu Deus. Não é querer ela d volta, colada do meu lado. Eh soh saber notícias mesmo. Talvez um "ola, lembra daquele dia?" ... E blablabla. Pronto. Era só isso que eu queria.
A questão é que não é qualquer uma. Existem muitas. Tantas. Incontáveis. Mas hoje eu me peguei naquela falta específica, sabe como é? Queria rever aquela, das ruas de Ouro Preto, das subidas e descidas sem fim. Aquela com cheiro de Minas tao gerais. A do conhaque de jabuticaba e dos sarais. Asa Branca e poesias, tragam ela. Aquela mesma. Tragam de volta. Drummond, Amor de Índio... 
Me tragam de volta, que depois de um abraço prometo me deixar ir novamente... Feliz.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Quando não se quer fazer algo...

*Ligar pro veterinário pra saber quanto sai as vacinas v4 e anti-rábica pra gata.
*Ligar pra saber quanto o amigo depositou na sua conta pra pagar uma compra que ele fez,
*Ligar pra pedir a fatura do cartão para o proprietário do cartão.
*Ligar pra informar a conta bancária de um terceiro para um quarto.
*Ligar pra saber onde será o ponto de encontro do grupo.
*Ligar pra saber se seria vantajoso ou mesmo possível acrescentar um ponto de internet em casa.
*Ligar pra cobrar quem te deve.
*Ligar pra remanejar testes de nível de gente que sempre (e também) perde o prazo.
Mandar e-mail pra representante da Oxford para saber das novas edições do meu material de trabalho. (E-mail não adiantou. *Tem que ligar).

Ligar ligar ligar eu vou ligar. Eu não quero ligar. E se as vacinas forem muito caras, ou se o amigo não depositou o dinheiro ainda? Se a fatura não chegou, se o terceiro deu em cash pro quarto, ou se o ponto de encontro for muito longe (e eu nem queria ir mesmo). Se a net decidir dobrar os valores mensais e se quem deve não pagar mesmo? E se o camarada do teste ficar ensebando a vida toda assim como eu pra fazer o que tem que fazer e não fizer nunca? E se os livros forem "cortesia" cobrada?

As coisas mais simples são as que mais podem empatar a vida. Tão simples livrar-se delas,
E se eu mudasse meu plano de telefone pra poder ao menos não gastar tanto?
Neste caso...
*Ligar pra TIM e verificar planos econômicos.
¬¬

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Vegetação absolutamente não Voluntária.

A ....
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...




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...

E l..                ...                  .         ...

.
.

...                  .                     ...                               .           Is...

so                 mesmm                              o.

Assi        m
q
an                              da                                       M   i     n   h      a                 cabeç...



meus               pe                     n..........   samen                   tos...



Me i  O       solt            os.....................  soltos                                 .  ......  po               ... raí...

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Sim, eu tenho vísceras.

Existem sentimentos gigantes e auto sustentáveis. Sentimentos indestrutíveis. Sentimentos imortais. Assumem forma tao grande e monstruosa q despertam todos os instintos d sobrevivência. Sentimentos atemporais. Existem desde que existo. E a batalha continua. O monstro, o lobo sai das entranhas rasgando todos os tecidos, as vísceras, o coração...
Como domar algo tão desproporcionalmente humano? Como entender, como aceitar, como sobreviver?
Levanto todo santo dia como um cidadão de bem, tomo meu café e vou trabalhar. E dentro de mim carrego... o meu animal, meu irracional, meu inconsciente, acuado e assustado, confuso e feroz.

sábado, 4 de outubro de 2014

De volta ao planeta.

Life is weird.
Coisas novas se tornam velhas. Desafios se tornam obstáculos passados. Descobertas deixam verdades  à mostra que, uma vez pulverizadas em terapia, voam que é uma beleza... sei lá pra onde. Não importam mais.
E aí... a gente para diante do nada bombardeado pelo tudo. Tudo de uma vez, pra tomar espaços, inquietar. Mente inquieta é assim. Silêncio interno é um privilégio a ser entesourado quando acena efêmero.
Fiz a unha e ao invés de jogar o pote de água na pia, joguei no lixo. J Digo isso agora porque é isso que dá quando se está no lugar que estou agora. Dentro do meu próprio receptáculo de idéias e sentimentos. Passado o período de acomodação das placas tectônicas, da criação de novas ilhas e dissipada toda a fumaça, posso respirar o presente...
E sabe a dor de nocaute do “e agora, José”? Sabe a dor de ser surpreendido sem resposta alguma à essa interrogação esbofeteadora? Pois é... essa dor foi digerida em lavas incandescentes, de modo que agora, quando um “bem intencionado” qualquer me pergunta de coisas tristes e passadas, ou de coisas futuras e incertas, me surpreendo com um: “HEIN?!“
Quem tem uma cabeça vulcânica pode entender a paz que dá quando conseguimos a façanha de olhar pro que passou, por quem passou, pro que era e não é mais, pro que talvez será, como parte de um processo. Sendo um processo, então... novas coisas novas aparecerão. Novos desafios surgirão. Descobertas serão eternas, não importa o quanto gastemos com terapia. No tempo que passei “fora” daqui, cavoquei muito em outras cabeças procurando por outras idéias e outros ares. Fui de Chico Buarque a Miley Cyrus. Isso mesmo, você não leu “Miley” errado não. (E quer saber uma frase pérola dela? “Pessoas muito certas, normais e legais demais, quando entram no quarto se revelam psicopatas” huahuahuah E não é que é verdade? Rs).
A vida é um processo e está cheia, cheia de coisas novas.
Termino aqui esse texto meio confuso e meio enferrujado ouvindo Brothers In Arms e com a frase mais coerente do post:




quarta-feira, 4 de junho de 2014

sábado, 12 de abril de 2014

As estações

O clima mexe conosco. Fato. O calor, o frio, o sol, o cinza, o vento, a chuva...
O Outono mexe comigo. Uma estranha desgraçada nostalgia, uma saudade profunda de algo, um sentimento inquietante, sufocante, sereno, alegre, feliz? Não sei. Não está aqui.
Nunca prestei atenção a detalhes, a menos que esses estivessem intrinsecamente ligados à sensações. Paraliso como se estivesse prestes a voltar...
E daí fico assim, adulto, com essa lembrança infantil, um algo infantil com certeza...