terça-feira, 29 de novembro de 2016

Das sensações.

É a palavra falada, e o sorriso expresso. Ou o choro talvez, por que não? São os passos dados com solado de madeira, e o putz putz vol master no mp3. É a porta que bate logo atrás, do carro, do escritório, do quarto, a louça na pia, o xingo no trânsito. É o telefone que toca, é a folha do livro que vira, é o assovio do celular, é o caminhão que passa ou o avião que decola. São as unhas batendo na mesa ou a caneta arranhando o papel, a Tv ligada, o rádio ligado, o som do carro ligado, o universo das noticias de todas as coisas ligado. É a urgência das coisas urgentes...

É quando algo toca na gente. uma mão que segura nosso braço... e tudo vira uma espécie de surdez seletiva, algo como a descrição que Ludovico Einaudi deu de Una Mattina:

"It speaks about me now, my life, the things around me... the orange kilim carpet that brightens up the living room, the clouds sailing slowly across the sky, the sunlight coming through the window, the music I listen to, the books I read and those I don't read, my memories, my friends and the people I love."

Essas coisas vieram com as notas do piano, se misturaram em um (meu) silêncio particular.
Uma música tocou em mim hoje e me segurou pelo braço.

sábado, 25 de julho de 2015

Musica, cheiro e lugar

Traz de volta. Traz ela de volta. Pescador d Ilusões, Vapor Barato, Milton Nascimento, traz ela de volta. Barroco e rococo tragam ela pra mim. Sinto saudades às vezes, quase uma necessidade de reencontra-la, de saber que ainda existe e que vai bem, obrigado, em algum lugar perdido nesse mundo de meu Deus. Não é querer ela d volta, colada do meu lado. Eh soh saber notícias mesmo. Talvez um "ola, lembra daquele dia?" ... E blablabla. Pronto. Era só isso que eu queria.
A questão é que não é qualquer uma. Existem muitas. Tantas. Incontáveis. Mas hoje eu me peguei naquela falta específica, sabe como é? Queria rever aquela, das ruas de Ouro Preto, das subidas e descidas sem fim. Aquela com cheiro de Minas tao gerais. A do conhaque de jabuticaba e dos sarais. Asa Branca e poesias, tragam ela. Aquela mesma. Tragam de volta. Drummond, Amor de Índio... 
Me tragam de volta, que depois de um abraço prometo me deixar ir novamente... Feliz.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Quando não se quer fazer algo...

*Ligar pro veterinário pra saber quanto sai as vacinas v4 e anti-rábica pra gata.
*Ligar pra saber quanto o amigo depositou na sua conta pra pagar uma compra que ele fez,
*Ligar pra pedir a fatura do cartão para o proprietário do cartão.
*Ligar pra informar a conta bancária de um terceiro para um quarto.
*Ligar pra saber onde será o ponto de encontro do grupo.
*Ligar pra saber se seria vantajoso ou mesmo possível acrescentar um ponto de internet em casa.
*Ligar pra cobrar quem te deve.
*Ligar pra remanejar testes de nível de gente que sempre (e também) perde o prazo.
Mandar e-mail pra representante da Oxford para saber das novas edições do meu material de trabalho. (E-mail não adiantou. *Tem que ligar).

Ligar ligar ligar eu vou ligar. Eu não quero ligar. E se as vacinas forem muito caras, ou se o amigo não depositou o dinheiro ainda? Se a fatura não chegou, se o terceiro deu em cash pro quarto, ou se o ponto de encontro for muito longe (e eu nem queria ir mesmo). Se a net decidir dobrar os valores mensais e se quem deve não pagar mesmo? E se o camarada do teste ficar ensebando a vida toda assim como eu pra fazer o que tem que fazer e não fizer nunca? E se os livros forem "cortesia" cobrada?

As coisas mais simples são as que mais podem empatar a vida. Tão simples livrar-se delas,
E se eu mudasse meu plano de telefone pra poder ao menos não gastar tanto?
Neste caso...
*Ligar pra TIM e verificar planos econômicos.
¬¬

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Vegetação absolutamente não Voluntária.

A ....
.



...




.

...

E l..                ...                  .         ...

.
.

...                  .                     ...                               .           Is...

so                 mesmm                              o.

Assi        m
q
an                              da                                       M   i     n   h      a                 cabeç...



meus               pe                     n..........   samen                   tos...



Me i  O       solt            os.....................  soltos                                 .  ......  po               ... raí...

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Sim, eu tenho vísceras.

Existem sentimentos gigantes e auto sustentáveis. Sentimentos indestrutíveis. Sentimentos imortais. Assumem forma tao grande e monstruosa q despertam todos os instintos d sobrevivência. Sentimentos atemporais. Existem desde que existo. E a batalha continua. O monstro, o lobo sai das entranhas rasgando todos os tecidos, as vísceras, o coração...
Como domar algo tão desproporcionalmente humano? Como entender, como aceitar, como sobreviver?
Levanto todo santo dia como um cidadão de bem, tomo meu café e vou trabalhar. E dentro de mim carrego... o meu animal, meu irracional, meu inconsciente, acuado e assustado, confuso e feroz.

sábado, 4 de outubro de 2014

De volta ao planeta.

Life is weird.
Coisas novas se tornam velhas. Desafios se tornam obstáculos passados. Descobertas deixam verdades  à mostra que, uma vez pulverizadas em terapia, voam que é uma beleza... sei lá pra onde. Não importam mais.
E aí... a gente para diante do nada bombardeado pelo tudo. Tudo de uma vez, pra tomar espaços, inquietar. Mente inquieta é assim. Silêncio interno é um privilégio a ser entesourado quando acena efêmero.
Fiz a unha e ao invés de jogar o pote de água na pia, joguei no lixo. J Digo isso agora porque é isso que dá quando se está no lugar que estou agora. Dentro do meu próprio receptáculo de idéias e sentimentos. Passado o período de acomodação das placas tectônicas, da criação de novas ilhas e dissipada toda a fumaça, posso respirar o presente...
E sabe a dor de nocaute do “e agora, José”? Sabe a dor de ser surpreendido sem resposta alguma à essa interrogação esbofeteadora? Pois é... essa dor foi digerida em lavas incandescentes, de modo que agora, quando um “bem intencionado” qualquer me pergunta de coisas tristes e passadas, ou de coisas futuras e incertas, me surpreendo com um: “HEIN?!“
Quem tem uma cabeça vulcânica pode entender a paz que dá quando conseguimos a façanha de olhar pro que passou, por quem passou, pro que era e não é mais, pro que talvez será, como parte de um processo. Sendo um processo, então... novas coisas novas aparecerão. Novos desafios surgirão. Descobertas serão eternas, não importa o quanto gastemos com terapia. No tempo que passei “fora” daqui, cavoquei muito em outras cabeças procurando por outras idéias e outros ares. Fui de Chico Buarque a Miley Cyrus. Isso mesmo, você não leu “Miley” errado não. (E quer saber uma frase pérola dela? “Pessoas muito certas, normais e legais demais, quando entram no quarto se revelam psicopatas” huahuahuah E não é que é verdade? Rs).
A vida é um processo e está cheia, cheia de coisas novas.
Termino aqui esse texto meio confuso e meio enferrujado ouvindo Brothers In Arms e com a frase mais coerente do post:




quarta-feira, 4 de junho de 2014